| Dr. Devanando Otfried Weise
Imagine-se num concerto musical, ouvindo um quarteto
de cordas tocando lindas melodias de Mozart. Tudo está
bem afinado e harmonioso. De repente, surge atrás
de você um barulho ensurdecedor: uma banda de
rock com instrumentos desafinados e imensas caixas de
som destroem, a marteladas, as melodias. Você
se sente como se tivesse levado uma pancada na cabeça.
O quarteto de cordas emudece. Esse mesmo efeito brutal
e destrutivo têm as microondas em comparação
ao aquecimento tradicional no fogão.
Quando aquecemos urna sopa, o calor que vem da chama
do fogão passa aos poucos através da panela
para a sopa. A gordura na frigideira esquenta e esse
calor passa para a verdura ou outro alimento que você
queira esquentar. Quando você cozinha arroz, o
calor torna a parede das células do grão
porosa, a água entra, fazendo o grão inchar,
tornando-o macio para mastigar.
Quando o cozimento é rápido - sem deixar
que o alimento amoleça demais - e quando evitamos
frituras, que elevam demais a temperatura, iniciamos
nos alimentos alguns processos parecidos à digestão
no corpo humano. De certa forma, o cozimento reduz o
trabalho do organismo. É bem verdade que se formam
novas substâncias que podem fazer mal, mas isso
é outro assunto (1).
No microondas, os alimentos não são
expostos a um calor suave, mas submetidos de maneira
brutal a uma vibração técnica,
dura e antinatural. Ao contrário da luz solar
e das outras vibrações da natureza, as
vibrações do microondas não têm
como princípio a corrente elétrica contínua,
mas a corrente alternada. No microondas, a corrente
alternada faz com que os átomos, as moléculas
e as células dos alimentos mudem de polarização
2,5 bilhões de vezes por segundo. As células
repletas de água entram em gigantesco caos e,
então, o atrito libera calor que aquece os alimentos.
As moléculas e células são polarizadas
de maneira destrutiva. Toda a vida cessa, como diversos
cientistas - Varga, Hertel e outros - demonstraram.
Com isso, nascem radicais livres que causam grandes
estragos no corpo humano.
Pela imensa quantidade de energia, as células
dos alimentos estouram de maneira explosiva e sua estrutura
biológica morre. Esse processo de destruição
assemelha-se ao processo de irradiação
dos alimentos. A proteína é mais alterada
do que em outros processos de cozimento; a gordura do
leite é transformada em bolinhas gigantes; elementos
vitais como a vitamina C - por exemplo, no suco de laranja
esterilizado em microondas, o que é comum - ou
o ácido fólico são destruídos
ou degradados.
Durante os milhões de anos da história
da evolução, o ser humano nunca teve contato
com esse tipo de alimentação, que passa
a agir em seu organismo como veneno. Isto foi constatado
em pesquisas minuciosas que mostraram os efeitos do
alimento feito no forno de microondas sobre o ser humano.
Os alimentos aquecidos, degelados ou cozidos no microondas
(leite e legumes) causaram alterações
no sangue: diminuição das taxas de hemoglobina
e dos linfócitos (células que defendem
o organismo contra doenças). Essas alterações
indicam o início de um processo mórbido.
Também aparecem no início de um processo
cancerígeno. Além disso, foi comprovado
que alimentos feitos no forno de microondas transmitem
a vibração nociva da microonda ao organismo
de quem os consome. Assim, podem aparecer lesões
semelhantes àquelas que conhecemos, quando ocorre
irradiação direta por microondas. Ainda
que os aparelhos de microondas tivessem vedação
perfeita - o que não têm - a radiação
nociva produzida seria transmitida ao ser humano.
Na literatura científica, aparecem inúmeros
casos de lesões por microondas. O pesquisador
Kas, da Universidade de Munique, Alemanha, constatou,
por exemplo, que microondas afetam as funções
cerebrais; Levengood comprovou mutações
genéticas; Thomas alertou, na Revista Médica
Alemã, contra os efeitos nocivos das microondas
no sistema nervoso central; o pesquisador norte-americano
Knes mostrou que as microond! as podem provocar descolamento
da retina etc.
Na Alemanha e na Suíça formaram-se grupos
que protestam contra a instalação de novas
torres de transmissão, planejada pelo Correio,
em regiões densamente habitadas. São bem
conhecidos os danos nas florestas ao redor da emissora,
provocados pela radiação de microondas.
Com as novas emissoras, esses danos iriam atingir diretamente
a população.
No preparo dos alimentos, constatamos que algumas
hortaliças, como cenouras ou brócolis,
não ficam bem macias no forno de microondas,
mesmo após irradiação mais prolongada,
apesar da estrutura celular estar completamente destruída.
A economia de tempo ou energia elétrica observada
para pequenas quantidades vai diminuindo no preparo
das quantidades necessárias para uma família
de quatro pessoas. A economia de tempo é pequena
quando o preparo dos alimentos é feito em etapas,
pois adicionar ingredientes é muito mais fácil
em panela aberta, num fogão elétrico ou
a gás. Como os cristais de gelo absorvem menos
energia do que a água, surge um problema na hora
de degelar: as partes externas do alimento ficam cozidas,
enquanto a parte interna ainda está congelada.
O cozimento é desigual e as bactérias,
principalmente as salmonelas, não são
totalmente destruídas. Isto contribui para as
intoxicações por salmonelas, que aumentam
a cada ano. No aquecimento da mamadeira no microondas
temos o problema contrário: o conteúdo
já está fervendo enquanto a mamadeira
por fora ainda está morna, o que já provocou
queimaduras.
Há outro ponto importante: o forno de microondas
oferece muita rapidez e comodidade quando usado para
degelar e esquentar pratos prontos, mas aumenta cada
vez mais o lixo das embalagens.
Ninguém vai ficar doente se comer uma vez ou
outra um prato pronto do microondas. Mas quem faz isto
com freqüência, durante anos e anos, vai
arruinando a sua saúde. Mesmo sem o uso do microondas,
os pratos prontos congelados são a pior coisa
que se pode imaginar do ponto de vista de uma alimentação
saudável. Estes pratos praticamente não
contêm nenhum elemento vital, mas são repletos
de todo tipo de aditivos. Esse tipo de alimentação
enfraquece o sistema imunológico e a vitalidade
- as pessoas não têm energia para trabalhar,
ficam cansadas e, por fim, doentes.
O governo e as indústrias naturalmente contestam
os riscos do forno de microondas. Entretanto, precisamos
levar a sério os insistentes alertas de pesquisadores
independentes. A saúde é o maior tesouro
e depende essencialmente da alimentação
saudável, preparada com produtos frescos. Aumentar
a quantidade de frutas frescas e maduras, de saladas
e alimentos crus é muito útil quando não
podemos cozinhar durante o dia. Por que não comer
pepinos, tomates, rabanetes e nabos no local de trabalho?
Se isto é simples demais, você pode comer
um creme de abacate. Não há nada melhor
para a saúde, pois o alimento cru possui toda
a vitalidade que a célula obtém da luz
do sol. Sua vibração corresponde ao quarteto
de cordas do início deste artigo. As microondas,
porém, destroem a vitalidade.
(*) Fonte: Lebenskunde-Magazin, maio de 1992.
(1) Veja artigo de B.H. Blanc e H.V. Hertel "Tire
as mãos do microondas", ComTAPS nº
10. (Publicado em ComTAPS nº 17. p. 13-14.)
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