| Alexandre Pimentel
A sociedade urbano industrial produziu um modelo interessante
de cidadão: Aquele que acha tudo normal! É
normal andar pela rua e respirar fumaceira, comer comidas
químicas que receberam trinta pulverizações
mensais de venenos, colocar um pito à boca e
puxar sua fumaça aos pulmões e comer vísceras
de bichos cruelmente mortos sob a desculpa da necessidade
de proteínas ou comemorações churrasquentas
sob o efeito de repollhos fermentados, também
chamados de cervejas, que padroniza os olhares de forma
maliciosa e retardada.
Importante olharmos para nossos filhos e neles percebermos
o esteriótipo de um ser humano desvinculado da
natureza e suas leis. Se realmente os amamos deveremos
repensar o combustível que move suas vidas. Será
que desejamos que eles sejam pessoas realmente saudáveis
ou imaginamos ser possível o alcance de boa saúde
e estilo de vida a partir de alimentos artificiais,
fast foods, enlatados e carnes resultantes de holocaustos
de seres sensíveis?
A moderna indústria de alimentos, na maioria
das vezes tem pouca ou nenhuma preocupação
com a legítima qualidade. Assim ela produz uma
infinidade de produtos cuja principal característica
é o lazer gastronômico, ou seja, comida
que agrada ao paladar mas não atende as necessidades
básicas quanto à nutrição.
Podemos denunciar esta atitude como cruel e miserável.
Na verdade, utilizar diariamente produtos como refrigerantes,
balinhas, açucarados, enlatados e desnaturados,
sem figura de retórica, é transformar
nosso organismo numa lata de lixo. E se somarmos a isso
à “normalidade” do assassinato de
bois, porcos, cavalos e aves, perceberemos os alguns
porquês do caos onde o mundo moderno jaz mergulhado.
Na época da globalização já
conseguimos alcançar muitas proezas: Fomos ao
espaço, criamos a Internet, unificamos moedas
e deciframos o genoma. Nunca, entretanto, tivemos hábitos
alimentares tão deletérios e ecologicamente
equivocados. Graças a Deus, o tempo dos naturebas
passou. Hoje, alimentação natural e vegetariana
não é mais exibicionismo hipie ou propaganda
de grupos orientais. Ele é uma necessidade emergente.
É mudar ou morrer. Morrer rápida e sofregamente.
Os hospitais brasileiros estão lotados de doenças
cardiovasculares, cardíacas e degenerativas.
Enquanto isso, fala-se de prevenção como
sinônimo de detecção de doenças.
Como se, por exemplo, prevenir câncer de mama
fosse sinônimo de apalpar os seios para encontrar
caroços!
É difícil vislumbrarmos o conjunto de
hábitos e costumes do chamado mundo modernos
sem percebermos a possibilidade de um colapso ecossistêmico
de corpos e mentes.
Soluções existem e são muitas.
A maioria porém varejistas em detrimento da inesistência
de uma política humanitária realmente
preocupada com a vida.
Minha limitada sugestão ao querido leitor, é
que busque fazer de sua vida um instrumento de reconstrução.
Para tal, é necessário utilizar ferramentas
como amor, humildade, verdade, sinceridade intelectual
e hábitos equilibrados. No campo da alimentação,
é extremamente importante a procura de orgânicos,
naturais e integrais. Também é vital o
gradual abandono de hábitos pesados e não
fraternos como o de comer carne. A dor que causamos
ao outro, seja humano ou animal, invariavelmente retornará
para nós, pois o plantio é livre mas a
colheita obrigatória.
Coloco a disposição nossos conhecimentos
de alimentação viva, soja, alimentos enriquecidos
e lácteos fermentados que talvez não sejam
“a” solução mas certamente
farão grande diferença rumo à construção
de um mundo melhor. |